Palavras da Tribo

As primeiras, as segundas e todas as palavras



Segunda-feira, Fevereiro 08, 2010

deu-me esta vontade de regressar. e aqui estou. depois de duas viagens às arábias, que me tocaram, regresso ao que de melhor fiz. a escrita e ao que de melhor posso ser. entretanto, novas leituras, novas vozes. aqui vão algumas para espicaçar a curiosidade de alguns: "the septembers of shiraz" de dalia sofer. Não se assustem com o nome algo pitoresco desta americana de origem iraniana. fala do fim do regime do xá e do início da vida a preto e sem música. gosto de ler estas experiências de vidas no limite, onde o que é essencial se desvenda e/ou se revela. estou a ler Ismael Kadaré, parece que o "maior escritor da albânia", seja lá o que isso for. "O dossier H" conta com uma pretensa ligeireza as amarguras da polícia secreta, num país pobre e sem recursos para financiar um terror a sério.
a propósito já não me sinto:
miss portugal,
mas ainda não passei para outro lugar....

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Quarta-feira, Setembro 30, 2009

Que seja o caminho a vir ao teu encontro.
Que o vento sopre sempre a teu favor.
Que o brilho do sol aqueça o teu rosto
a chuva caia suave nos teus campos

e, até que nos voltemos a encontrar,
que Deus te guarde na palma da Sua mão.

Bênção irlandesa


miss portugal

postado por: "PALAVRAS DA TRIBO " 9:03 PM - Comments:


Quarta-feira, Setembro 02, 2009

"É raro
eu sei que é muito raro
acontecer
este encontro harmonioso
de tudo quanto sou
com o que fui
sem que me importe muito
de momento
com os caminhos de mim
que ainda desconheço
e que serei
ao tê-los desvendado
nem com aqueles que recusei
para chegar aqui..."

poema de Hélder Macedo


lindo para o recomeço do outono.

miss portugal

postado por: "PALAVRAS DA TRIBO " 12:51 PM - Comments:


Terça-feira, Setembro 01, 2009

sinto uma desolação interior provocada por uma simples raiva e uma injustiça não reparada. apercebo-me tão simplesmente incapaz de não ficar tocada por essa injustiça. a raiva polui-me por dentro e é tão desnecessária como o sol no pino do verão: queima e não apazigua. lembro-me da feliz coincidência de uma leitura recente onde a infelicidade das personagens era desproporcionada, mas ainda assim havia humanidade e esperança. Falo de "Se isto fosse um homem" de Primo Levi. deixo-vos uma palavras:
" A história da minha relação com lorenzo é ao mesmo tempo comprida e breve, linear e enigmática; é uma história de um tempo e de uma condição já apagados de qualquer realidade presente, e por isso, não creio que possa ser compreendida hoje de uma forma diferente da dos acontecimentos das lendas e da história mais remota.
em termos concretos, reduz-se a pouca coisa: um operário civil italiano trouxe-me um bocado de pão e os restos do seu rancho, todos os dias, durante seis meses.....Por tudo isto, não pediu nem aceitou nenhuma compensação, porque era bom e simples, e não achava que o bem devesse fazer-se para obter compensações".


miss portugal

postado por: "PALAVRAS DA TRIBO " 5:49 PM - Comments:


Terça-feira, Junho 09, 2009

"Nós não vemos a vida- vemos um instante da vida.
Atrás de nós a vida é infinita. Adiante de nós a vida é infinita."
Raul Brandão

miss portugal

postado por: "PALAVRAS DA TRIBO " 10:31 PM - Comments:



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